Fenatrigo Tec: inverno que dá certo começa no outono

A 1ª Fenatrigo Tec descreveu um panorama dos problemas ligados à produção e mercado e apontou estratégicas para potencializar a venda do cereal

Publicado em 03/10/2018

Foto: Divulgação Biotrigo

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Pesquisadores, técnicos, produtores e empresários discutem alternativas para tornar a cultura do trigo mais rentável. A 1ª Fenatrigo Tec, realizada de 25 a 28 de setembro, no campus da Universidade de Cruz Alta (Unicruz), descreveu um panorama dos problemas ligados à produção e mercado e apontou estratégicas bem-sucedidas para potencializar a venda do cereal.

"Para nós, da Extensão Rural, o inverno que dá certo começa no outono e termina na primavera, com manejo e conservação do solo", disse o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Dejair Burtet. "Essas duas janelas, outono e primavera, devem ser ocupadas tanto sob o ponto de vista econômico como de melhoramento de solo, para termos bons rendimentos e avançar nas culturas de verão", completou Burtet. Ele insistiu na eficácia do planejamento agrícola e naquilo que considera a base de tudo. "Temos de ter solo bem estruturado". Essa questão é tão importante que teria motivado o Governo do Estado a criar o Programa Conservar para Produzir Melhor.

"Trigo não é soja, precisamos entender este mercado", disse o gerente comercial da Biotrigo, Lorenzo Viecilli. O que falta, de acordo com Viecilli, é identidade ao cereal. "O trigo não tem uniformidade, por isso não é uma commodity". Viecilli listou algumas medidas que poderiam ser adotadas pelo produtor na busca da homogeneidade, dentre elas armazenar o grão em silo próprio e segregar as cultivares.

Na visão de quem planta, Tiago Rubert, da Terraboa Agrícola, avalia que o caminho é o equilíbrio. "Nem oito, nem oitenta, 50% da área ocupada com forrageiras e cereais para a colheita e 50% da área com palhada", disse Rubert.

Biociência

Uma das três maiores empresas brasileiras no ramo de produtos biológicos, a cruzaltense Simbiose, diz acreditar no crescimento deste mercado no Brasil. "Uma pesquisa da Associação Brasileira de Controle Biológico (ABCBio) diz que apenas 39% dos produtores conhecem produtos biológicos e, destes, menos da metade usa, então eu digo que há um mercado muito grande a ser explorado por falta de informação", disse o supervisor comercial da Simbiose, Deraldo Horn. Dentre os produtos disponíveis no mercado, Horn destacou aqueles feitos com fungos e bactérias, usados no controle de doenças do solo e insetos, como a lagarta e a mosca branca.

Fonte: Massa News

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