Fertilização com nitrogênio recupera produtividade do trigo

Uma lavoura ideal deve conter, aproximadamente, 330 pés a cada metro quadrado de área

Publicado em 25/06/2018

O ideal é aplicar de 50 a 60 kg.ha-1 de N

Foto: Divulgação Biotrigo/Diogo Zanatta

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Especialistas da área agronômica afirmam que uma fertilização com nitrogênio (N) pode recuperar a produtividade de lavouras de trigo. A discussão veio à tona depois que algumas regiões do estado do Paraná começaram a registrar um baixo índice de plantas por metro quadrado.

De acordo com Ingrid Arns, pesquisadora e engenheira agrônoma, uma lavoura ideal de trigo deve conter, aproximadamente, 330 pés a cada metro quadrado de área. Ela explica que uma plantação rala não terá necessariamente uma baixa produtividade, mas pode acabar registrando uma baixa densidade das espigas. Para corrigir esse problema é recomendável fazer uma aplicação de nitrogênio quando o trigo estiver com duas a três folhas. 

"Esta aplicação é fundamental e imprescindível em condições de baixa população, pois ela irá produzir mais afilhos e, portanto, formará o potencial de produção do número de espigas. Os perfilhos são formados até a quarta ou quinta folha, dependendo da cultivar. Desta forma, assim que tivermos condição de chuva e o trigo estiver com 2 a 3 folhas, devemos fazer a aplicação de N. O ideal é aplicar de 50 a 60 kg.ha-1 de N”, explica. 

 

Segundo Arns, para um rendimento realmente significativo, poderá ser necessário uma segunda aplicação de nitrogênio quando a planta alcançar um porte de seis a oito folhas, logo no início do alongamento. "Precisa-se então, fazer mais uma aplicação de uma fonte nitrogenada. Isso reduzirá a perda de afilhos e ajudará na manutenção de componente de rendimento mais importante que, do ponto de vista de manejo, é espigas por metro quadrado”, comenta. 

 

No Paraná, de acordo com informações do gerente regional norte da Biotrigo Genética, Fernando Michel Wagner, 50% das lavouras da região já receberam adubação nitrogenada em cobertura. “Este manejo é essencial para recuperar potencial produtivo”, finaliza Wagner. 

Fonte: Portal Agrolink/ Leonardo Gottems

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