Quem é o agricultor da agricultura moderna no Brasil?

A pesquisa mostra que 33% das propriedades são comandadas por mulheres

Publicado em 10/01/2019

Foto: Divulgação Biotrigo/ Ron Lima

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Nossa crescente população, as novas demandas de mercado, e a pesquisa e desenvolvimento de inovações tecnológicas têm contribuído para um processo dinâmico de mudanças na agricultura. Os reflexos desse processo são diversos e não se restringem a aspectos diretamente relativos a produtividade e cadeia de produtos, mas também às pessoas que estão por trás do agronegócio.

Podemos, então, chegar à pergunta: quem está trabalhando no campo atualmente?

A “Pesquisa Hábitos do Produtor Rural”, da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA), foi formulada para responder essa e outras perguntas, nesse que é tido como o maior e mais relevante estudo de seu tipo no Brasil. A pesquisa, que foi feita com produtores e em suas propriedades, tem números bastante expressivos:

 

  • 60 profissionais envolvidos;

  • 425 dias de trabalho;

  • 60.000 quilômetros rodados (equivalente a 1,5 volta ao redor do planeta);

  • 220 perguntas relativas ao agronegócio realizadas;

  • 2.835 entrevistas conduzidas, totalizando 2.800 horas;

  • 15 estados brasileiros envolvidos (incluindo, nesta edição, MATOPI: Maranhão, Tocantins e Piauí);

  • 11 culturas agrícolas abordadas.

Os resultados obtidos foram vários. Dentre eles está o perfil de quem está por trás da tomada das decisões importantes que levam à alta produtividade: jovens de 26 a 35 anos de idade correspondem a 21% desse contingente, juntamente com agricultores de 51 a 60 anos (também 21%), seguidos por aqueles com mais de 60 anos (18%). Esses números mostram uma boa colocação da população jovem nas atividades do setor, o que provavelmente foi favorecido por oportunidades antes não existentes. A ciência de dados, o ambiente de inovação e startups, inteligência artificial... tudo isso é favorável à força de trabalho jovem, já bem habituada com esses contextos e preparada para contribuir na busca de soluções digitais, dentro e fora da agricultura.

Um outro dado foi relativo à presença da mulher nas propriedades rurais. 33% do comando dessas propriedades está nas mãos delas. Além disso, 62% dos respondentes considera o papel das mulheres como sendo muito importante; ainda, 19% consideram vital o envolvimento de mulheres no campo. Para o presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Vergílio Frederico Perius, “o agro hoje é tecnologia, inovação e inteligência; não é mais braço forte, como antigamente. Por isso a juventude está ficando no campo e a mulher está sendo valorizada. A família toda está sendo muito valorizada”.

Convém lembrar que, naturalmente, muito do trabalho que promove a agricultura moderna no Brasil e no mundo passou a ser conduzido fora do campo. Desenvolvedores de softwares e dispositivos de agricultura de precisão, assim como as empresas que atuam no armazenamento e processamento de dados, podem operar longe da lavoura, com a mão de obra de jovens e mulheres, e ainda assim gerar grande valor para produtores em todo o mundo.

O agricultor da atualidade está mudando, e isso continuará acontecendo cada vez mais. A partir de mais estudos e informação, iremos conhecê-lo melhor, entender suas necessidades e trabalhar colaborativamente para um futuro de uma agricultura mais sustentável, diversificada e moderna.

Fonte: Portal Agricultura Moderna

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