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O Pai do Trigo

Em 1925, na antiga Estação de Seleção de Sementes de Alfredo Chaves (atual Veranópolis), Iwar realizou o primeiro cruzamento artificial em trigo no Brasil. Surgia aí a base genética do que se poderia chamar de trigos genuinamente brasileiros


Iwar Beckman, o Pai do Trigo no Brasil

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“Sem Iwar Beckman, não existiria o cultivo comercial de trigo no Brasil (pelo menos, não nos moldes que conhecemos atualmente).” A afirmação foi escrita pelo pesquisador da Embrapa Gilberto R. Cunha no prólogo do livro Iwar Beckman, o Pai do Trigo no Brasil, editado no ano passado em Bagé.

 

A obra, da professora Heloisa Beckman, é muito mais do que a homenagem de uma neta orgulhosa pelo trabalho do avô. Heloisa, formada pela Universidade da Região da Campanha (Urcamp) em Ciências Sociais e Artes Plásticas, nos apresenta a figura ímpar desse geneticista sueco nascido em Linköping, no dia 7 de setembro de 1896, e que morreu em Bagé, no dia 15 de março de 1971 (há 47 anos atrás), aos 74 anos de idade. Iwar chegou ao Brasil, em 1924, com 28 anos, já casado com a finlandesa Alma Wickstrom. Era um jovem talentoso que demonstrava grande aptidão para a pesquisa, o que anunciava um futuro promissor ao assistente do professor Nilsson Ehle, pioneiro da genética quantitativa, com quem estudou e trabalhou na Universidade de Lund. No início dos anos 1920, os trigais brasileiros enfrentavam diversas pragas. Em função disso, o presidente Artur Bernardes entrou em contato com a maior autoridade mundial em trigo, o professor Ehle, convidando-o para vir ao Brasil. O consagrado geneticista não aceitou, mas indicou Iwar para enfrentar o desafio. 

 

Em 1925, na antiga Estação de Seleção de Sementes de Alfredo Chaves (atual Veranópolis), Iwar realizou o primeiro cruzamento artificial em trigo no Brasil. Surgia aí a base genética do que se poderia chamar de trigos genuinamente brasileiros. A revolução, de fato, viria com o trigo Frontana, lançado em 1940, uma variedade inovadora pelo ciclo (mais curto), pelo porte (mais baixo), pela resistência a doenças (especialmente ferrugens), pela tolerância à acidez do solo, pela adaptação, entre outras vantagens. Como as terras de Alfredo Chaves mostraram-se desfavoráveis ao trigo, os trabalhos foram transferidos para a Estação Experimental de São Luiz das Missões, onde Iwar continuou pesquisando. 

 

Em 1928, seu contrato com o governo brasileiro terminou e não foi renovado. Iwar, com a esposa e seus dois filhos, nascidos no Brasil (Stina Birgitta e Ruy Guilherme), retornou para a Suécia, mas apenas um ano depois, a convite de Getúlio Vargas, então presidente do RS, a família retornou ao nosso país. O local escolhido, dessa feita, foi Bagé, onde foi implantada a Estação Experimental Fitotécnica da Fronteira, fundada em 1929. Iwar viveria lá até o final da sua preciosa vida. Pessoas como ele, que, injustamente, mal ou nem conhecemos, foram decisivas para o desenvolvimento do nosso Estado e do nosso país. Felizmente, o livro elaborado pela neta Heloisa deixa isso muito claro, tanto quanto enfatiza a nossa ignorância histórica e nossa ingratidão. 


Fonte: Gaúcha ZH


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